domingo, 17 de abril de 2011

Vôo 666

Prólogo
Há muito tempo atrás o Iron Maiden anunciou 6 shows no Brasil. Uma das cidades contempladas foi Belém do Pará. Finalmente! Show de Heavy Metal aqui do outro lado do rio? Eu não perderia isso nunca! Porém, o problema começou logo com a data do show: 1ª de abril. Muita gente pensou que era sacanagem, mas tava lá no site oficial da banda! Algum tempo depois, começaram a vender os ingressos. Pois é...

Macapá – Quinta-Feira, 31/03/2011, 07:00
Nesse dia eu acordei mais ou menos 3 ou 4 horas antes do normal e tava foda pra voltar a dormir. A ansiedade tava matando. Não restava muito a fazer a não ser arrumar a mochila pra viajar 12 horas depois.

16:00
Eu estava todo feliz no meu trabalho, executando as pessoas, tomando casa, carro, etc... quando me ligam da PUMA AIR me informando que meu vôo foi cancelado. PUTA QUE PARIU! Eu fiquei doido, ainda mais porque o cara disse que ia tentar, repito, TENTAR, me bota em um vôo da GOL. Fiquei desesperado e fui logo vendo preço de passagem pra caso desse merda. Ainda bem que eu comprei a passagem para um dia antes. Já pensou se o cara me liga no dia do show avisando que os aviões estavam de manutenção até sábado?
Não me restava muito a fazer a não ser descontar minha fúria no contribuinte. Mais tarde liguei pra minha amiga Samila, que ia viajar no mesmo vôo que eu, pra saber se a PUMA também ligou pra ela. Foi aí que cheguei à conclusão que tudo aquilo era uma armadilha do destino por causa da maldição da lenda de fausto.
A MALDIÇÃO DA LENDA DE FAUSTO: se você leu meu último post, sabe que eu tenho uma amiga que se chama Samila e que ela recentemente lançou em livro uma nova versão de A Lenda de Fausto. Pois bem, uns dias depois ela me contou que existe uma maldião sobre esta história. Todos que escreveram a Lenda de Fausto morreram prematuramente, logo após concluir a obra. Todo mundo achava que a morte da Samila seria em um acidente de carro, mas com o cancelamento do vôo, eu pude concluir: o avião em manutenção deveria ter caído, logo a Samila morreria e me levaria junto! Mas o Deus Metal evitou que tal tragédia acontecesse. Ele sabia que eu definitivamente tinha que ir para esse show. \m/

18:30
Eu fui lá na PUMA obter alguma posição e o cara disse que eles ainda iam ser atendidos pelo pessoal da GOL. Mas ah caramba....

20:30
Sem muita esperança eu ligo na PUMA pra ter alguma posição e aí o cara me passa a hora do vôo e o localizador... AÊW!! O vôo saía às 2:45, mas com o medo de overbook por causa dessa cagada toda, parecia razoável chegar duas horas antes.

Sexta-Feira, 01/04/2011. 00:30
Eu ligo pro Rádio-Táxi e fico assistindo Jornal da Globo enquanto aguardo. Pra minha felicidade, estava passando uma matéria sobre o julgamento dos pilotos envolvidos no acidente do Boeing da GOL com o jato Legacy, onde morreram mais de 150 pessoas... meia hora depois, nada do táxi chegar. Eu comecei a ligar no Rádio-Táxi pra reclamar e a mulher dizia que já tava chegando. Tive que ir pra frente de casa e dei sorte do táxi ter passado na hora, pois o vizinho  da frente mudou o nome da porra do comércio dele e eu acabei dando a referência errada pro Rádio-Táxi. u.u Depois de ouvir histórias gloriosas do taxista sobre piseiros no curiaú, eu chego no aeroporto e faço o check-in. Na sala de embarque eu encontro a Samila e o Tiago, e tudo correu bem. Mais rápido que pegar ônibus em Macapá, nós estávamos em Belém.

Belém – Sexta-Feira, 01/04/2011, 04:00
A essa hora eu estava hospedado na casa do meu amigo Charles. Me deparei com o irmão dele estudando física. Espero que um dia ele se torne um grande físico nuclear, capaz de construir uma bomba atômica que vai destruir toda a humanidade em uma catástrofe nucelar. O.o

07:00
Eu to dormindo e o Charles me avisa que vai pra Universidade.

10:00
Charles chega da UFPA e eu ainda to dormindo.

13:00
Eu vou no Shopping Boulevard encontrar a Dayse e acabo pegando o ônibus errado. ¬¬ A essa altura do campeonato eu já tinha certeza que o Universo estava conspirando contra mim. u.u

15:30
Eu ainda estou no Shopping e a Samila me liga avisando que já estava chegando no local do Show. O.o Como meu ingresso era pro frontstage, resolvi que não precisava me preocupar com o horário.

18:00
Eu estava preocupado, pois era o horário de pico e por causa do show a tendência era do trânsito ficar mais caótico. A essa altura, a Dayse tinha ido pro estágio e eu já tinha encontrado a Hayra e a Drica, que também iam para o show.  Nós pegamos um táxi e fomos buscar o Charles. Fomos de Táxi para o show. O taxista disse que pegaria outro caminho para evitar o trânsito e até que deu certo! Não demorou muito, nós estávamos no Cidade Folia, diante daquela fila gigantesca. Disseram pra gente que aquela fila era única e que na frente iriam dividir as pessoas para a pista e para a área vip. Putz! O jeito era encarar a fila. Foi até divertido. Lembro do pessoal gritando “HEAVY METAL / UNIDO É MUITA GENTE JUNTA!” e “ALHO-ALHO-ALHO / O NOSSO FORTE É A RIMA!” Também foi o momento em que eu fiquei mais apreensivo pois eu achava que iria perder o ingresso ou iriam me roubar ou iria acontecer qualquer coisa... Mais tarde a gente descobriu que havia sim outra fila e fomos para lá. As meninas foram para o camarote e eu e o Charles para o frontstage. Era inacreditável o tanto que eu tava perto do palco. E o negócio lá era tão bom que só tinha Heineken pra vender! A primeira coisa que vi quando cheguei foi a Samila e o Tiago, na grade da pista dos póbre. Fui dizer “oi Samila” e ela me implorou uma água. Hehe! A banda de abertura, stress, fez uma apresentação muito foda. “Eu quero ouvir os desgracentos de Belém!!” hauahauaha!

DEPOIS DO SHOW DA STRESS
Eu já tava ansioso pra caralho pro show do Maiden, mas enquanto não começava, não restava muita coisa a fazer a não ser bater foto com os amigos estudantes de medicina malucos do Charles. E ficar vendo coisas engraçadas na platéia, como um cara que tinha uma caneca com a cara do Eddie. Outro maluco tinha MÁSCARA DO EDDIE! MUITO FODA! Na platéia o pessoal mostrava pras câmeras bandeiras do Pará. Não demorou muito, alguém levantou uma bandeira do Amapá! Eu tive que pirar quando vi isso no telão! Um roadie pegou um pano que ele tava usando pra limpar o palco e jogou na platéia pra galera pegar. Tinha um que tava com uma fita enorme na mão e a gente ficou pedindo pra ele jogar um pedaço da fita, mas não jogou. u.u Bem What The Fuck, mas beleza. De repente, as luzes do palco se apagam.

21:00
Acostumado com esses shows daqui de Macapá, eu realmente não esperava que o show fosse começar na hora marcada. Mas fui surpreendido pela pontualidade britânica. Às 21:00 do dia primeiro de abril de 2011, os metaleiros da região norte do país foram a loucura. As luzes do palco apagaram, as cortinas foram retiradas e as estrelas do cenário espacial no fundo do palco acenderam. Começou a tocar um playback de Satellite 15, criando um suspense filho da puta até a entrada da banda tocando The Final Frontier. Quem conhece a música deve imaginar como foi. Lembro do pessoal pirando quando na minha frente apareceu o Bruce Dickson! Depois eu vi todos no palco: Steve Harris, Dave Murrray, Adrian Smith e Janick Gers. Os mesmos caras que estão em um pôster colado há anos no meu guarda-roupa. O Nicko McBrain não dava pra ver porque ficava completamente escondido atrás da bateria!
Bom, o show foi foda demais. O maiden começou com The Final Frontier, logo em seguida El Dorado e depois 2 Minutes to Midnight. Em 2 Minutes to Midnight eu pensei que fosse morrer, mas aí deu pra tomar uma água, respirar um pouco e encarar o resto do show. Foi louco. Daí em diante não dá pra lembrar a ordem das músicas, mas teve tanto músicas novas muito fodas, como When The Wild Wind Blows, e Dance of Death (que eu realmente não esperaria que eles fossem tocar!/não cheguei a ver o setlist antes do show xD) como as clássicas Fear Of The Dark, The Number Of The Beast, Iron Maiden, Hallowed Be Thy Name, etc. Acho que o único problema do Iron Maiden é que é uma banda que possui tantos clássicos no repertório que é impossível tocar todos no show! E, além disso, mesmo os discos novos são muito fodas! Há quem discorde dessa última afirmação, mas eu acho todos os discos recentes muito bons, inclusive o The Final Frontier que ta incrível. Enfim, teve também as coisas clássicas de show do Iron Maiden: O Bruce Dickson gritou “Scream for me Belém!” antes de tocar Iron Maiden, o Eddie (versão E.T.) subiu no palco, O Janick Gers ficou girando a guitarra pela correia, o Bruce Dickson acrescentou um “fucking” na letra de The Number Of The Beast...

O RESTO DA VIAGEM
Depois do show, aconteceram as coisas típicas de viagem, a gente passeou, conheceu um bar foda, ficou bêbado... essas coisas legais. Não cancelaram meu vôo de volta. Mas a Samila ainda ia viajar comigo, botando minha vida em risco. Se bem que depois de ter assistido o show do Iron Maiden eu já poderia morrer feliz. Felizmente, isso não aconteceu. O vôo foi tranqüilo e nós voltamos jogando Uno no avião, eu, ela e o Tiago.
Eu retomei minha vidinha pacata de executar a galera que não paga os impostos. O Charles voltou a ser um sem vida social escroto estudante de Medicina. O irmão do Charles deve ter continuado maluco estudando física. A Samila voltou a escrever as loucuras dela e está viva até hoje.
Foi isso. Eu só espero ter outra oportunidade na vida pra ir para um show do Iron Maiden. Também ouvi dizer que ainda haverá shows muito bons em Belém esse ano. Quem topa? =]

domingo, 27 de março de 2011

A Lenda de Samila


Era uma vez um grupo de amigos da escola que gostavam de passar o tempo conversando sobre animes, videogames, filmes, histórias, música e etc. Eis que um dia uma pessoa desse grupo resolveu utilizar esse conhecimento para contar histórias, mais precisamente fan-fics publicadas on-line. Aos poucos ela foi ganhando renome dentro do gênero o qual ela escrevia, o yaoi. Para surpresa de todos, (nem tanto assim, já que todo mundo sabia que ela era uma escritora talentosa) ela foi descoberta por uma editora e está lançando o seu primeiro livro.
Essa pessoa é uma das meninas mais esquisitas que eu já conheci na vida. Ela é capaz de transformar qualquer coisa em Yaoi. É capaz de tirar uma história (yaoi ¬¬) de uma música. Na verdade, ela é capaz de escrever qualquer coisa após uma dose de tequila ou de absinto!
Amigos, hoje vocês vão conhecer um pouco da Samila Lages.

O passado
Eu pensei sobre como eu poderia homenagear essa amiga que acabou de lançar seu primeiro livro, mas como eu não sei homenagear pessoas, resolvi que iria sacanear expondo fatos constrangedores do passado dela. Zueira xD Mas como eu não sei o que escrever mesmo, vai ser sobre o que eu sei dela.
Eu conheci a Samila no primário, e nós acabamos sendo destinados a estudar forever and ever na mesma escola até o fim do ensino médio (e pqp, até na mesma faculdade, mas cursos diferentes o_o). Para o bem da minha sanidade mental, ela começou a estudar a tarde enquanto eu continuei estudando de manhã, então nós voltamos a conversar mesmo a partir do segundo grau, que só tinha turmas pela manhã no colégio.
Eu, ela e mais uma galera, éramos o grupinho nerd da sala. Entre as várias nerdisses que fazíamos, a Samila tinha a mania de desenhar aquele bichinho que aparecia no mangá Chobits. Por causa desse bichinho, nós criamos um grupo lá na sala chamado BDC’s, ou, como você já deve ter matado a charada, Bichinho Do Chobits. Sim, nós éramos retardados. Chobits era um mangá da CLAMP e, bem, tudo começou por causa desses malditos mangás da CLAMP.
Mais precisamente por causa de X-1999.
Eu achava X um mangá bem interessante, até a gente descobrir que a relação entre o Fuuma e o Kamui era...... Pra quem não sabe, Yaoi é um gênero de anime ou mangá que trata do romance entre dois homens. É isso mesmo. Viadage pura ¬¬ Mas enquanto eu achei aquilo nojento, a Samila achou lindo e começou a ler Fan-fics (fan-fictions: histórias baseadas em animes, mangás, filmes, etc. escritas por fãs) que criavam romances entre personagens do sexo masculino que não eram originalmente gays. Fora as fanfics de Cavaleiros do Zodíacos, porque eles são tudo um bando de viado xD Logo, ela começou a escrever fan-fics (ou "fuck-fictions" como leu erroneamente um tiozinho discursando no lançamento!! HAUAHAUAHAUAHAU), e não só fan-fics baseadas em animes, ela também escreveu histórias com personagens que ela mesmo criou.
A Samila ficou popular no meio Yaoi. Mas não são somente os fãs de Yaoi que a lêem. Como ela escreve bem pra caramba, mesmo quem não gosta de Yaoi acaba lendo as histórias dela. Por mais que as histórias sejam todas Yaoi, ainda assim ela escreve sobre uma variedade de temas, como uma história em que se passava na idade média, a história do mulequinho cego, outra baseada no RPG Lobisomem, o Apocalipse (é sério!!).
Naturalmente ela acabou sendo descoberta pelas editoras.

O presente
Samila lançou o seu primeiro livro, A Lenda de Fausto, uma versão da famosa história do médico alemão, em 11 de março desse ano. Tecnicamente, este não é o seu primeiro lançamento, já que ela participou de uma coletânea de histórias de terror, Sinistro! 2, com o canto a canção do carrasco. Mas mesmo assim, ainda é o seu primeiro livro, então é muito divertido ver o quanto ela ficou doida por causa desse lançamento XD
O livro conta a história do envolvimento de Fausto, um médico devoto a Deus, praticamente um santo, com o demônio Belial, demônio da luxúria, prazer, etc., uma tentativa de Lúcifer para corromper o queridinho de Deus. Essas história de demônio e tal já causam uma certa polêmica, agora imagina com a Samila acrescentando o elemento yaoi...
Pelo menos, para um estado como o que a gente vive em que a produção literária consiste em “Contos da Amazônia”, “Poemas da Amazônia” “Num sei o quê da Amazônia” já é um avanço pra algo mais impactante e significativo (e variado, é claro).

O futuro
O futuro é formado por algumas poucas certezas e muitas expectativas, então só me resta aqui desejar que a Lenda de Fausto faça muito sucesso e que venham muitos outros livros de sucesso depois desse. E que ela fique rica, é claro =D
Imagino eu folheando a Veja e me deparando com A Lenda de Fausto, na lista dos mais vendidos da semana!

Parabéns Samila, sua Bixa!

ps: esqueci de colocar, o contato dela caso alguém esteja interessado no livro hehehe, lá vai:
http://samilalages.blogspot.com/
twitter: @samilalages

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Adaptações pro cinema

Olha eu aqui o_o

Adaptação de livros ou quadrinhos pro cinema é sempre assim: você descobre que tal obra vai ser adaptada e pensa "Que foda!!!" logo após assistir o filme você pensa "Que merda!!!". Aí então surge uma discussão de dois lados, um diz que o filme tá horrível, não respeitou a obra original, e outros acham que ficou bom, que o filme tinha que ter sido adaptado daquela forma para o cinema e etc.
O grande problema de se adaptar uma obra é que um quadrinho, por exemplo, pode ter 9817519857 de edições, e um livro pode ter 48379157643156 de páginas, mas um filme mesmo geralmente se limita a umas 2 horas, no máximo 3. Ou seja, o filme será uma espécie de resumo da obra original. Acho que até aí tudo bem. Não me importo de O Senhor dos Anéis, uma aventura que dura mais de um ano, parecer que aconteceu em no máximo um mês. O problema é quando mudam algumas coisas absurdas na história. No terceiro filme de Senhor dos Anéis, por exemplo, é meio inadmissível que o Elrond apareça naquele acampamento (sem mesmo fazer idéia de onde estava aragorn) e entregue a espada de Isildur para ele, sendo que a sociedade do anel teve que atravessar montanhas, enfrentar um balrog e etc para chegar naquele mesmo lugar. O que eu acho mais bizarro desse filme é o exército de fantasmas verdes. Com um exército desse tipo, dava pra vencer TODAS as tropas de Sauron fácil, fácil! Não haveria motivo para Aragorn liberá-los até o fim da guerra! No livro (se eu não estiver pirado da cabeça) são verdadeiros mortos vivos que os acompanham, criaturas bem mais sinistros que aqueles fantasmas verdes que parecem o espírito vingativo de um antigo pirata.
A verdade é que essa questão da adaptações boas ou não é algo totalmente pessoal e relativo, então o que pode parecer um bom filme para mim, pode não ser para os outros. Vai de cada um. Vou falar aqui sobre algumas adaptações e o que eu acho delas.

Tróia
Fazia algum tempo que eu tive a idéia de fazer esse post, mas me ocorreu fortemente em escrevê-lo um dia desses em que eu assisti Tróia no SBT enquanto eu acompanhava os comentários sobre o filme no twitter. Eis os fatos: uma amiga  minha (não sei se ela vai se sentir orgulhosa por causa do post hehe) tava revoltada dizendo o quanto Tróia ofendia a história original, a Ilíada. Nunca li, nem tenho vontade, mas todo mundo conhece a história. Acontece que a guerra de tróia dura anos, mas no filme parece que foi só um mês, como em Senhor dos Anéis. Quando mostrou a cena em que o Aquiles arrastava o corpo de Heitor, a tal minha amiga disse que Aquiles na verdade passou 40 dias arrastando o corpo de Heitor! Aí que me ocorreu, seria realmente necessário mostrar Aquiles arrastando pra lá e pra cá um corpo por 40 dias? Não é só um problema com uma vinhetinha escrito "40 dias depois" (ou com a "bruteza" desnecessária de Aquiles), o problema é que a percepção do tempo em um filme é diferente da vida real. Ou seja, uma guerra pode durar alguns dias (ou parecer que durou alguns dias), já que no filme não se tem a capacidade discricionária para se narrar um evento único que durou anos. Ou, se isso é possível, provavelmente não ficaria bom. Em O Advogado do Diabo, os processos judiciais parecem acontecer em poucos dias, justamente pro bom andamento do filme (ou a justiça no EUA é incrivelmente célere o_o). No cinema é possível dilatar ou encurtar o tempo. A percepção temporal então não é um argumento muito válido pra se criticar uma obra que desde o início se propõem como um resumo da obra original. Agora se tróia ofende os acontecimentos históricos, os personagens, a história em si, aí vai de cada um. Curiosamente, Tróia consegue ofender uma obra literária de valor histórico, ou seja, ofende a obra e a História em si. Por sinal, esse pessoal que fala mal dos filmes que não respeitam fatos passados são bem chatinhos, viu? =P

O Último Mestre do Ar
Acho bem chato o fato do filme não figurar com o nome da série original, avatar (maldito cameron!) mas fazer o que né... Essa adaptação, pra mim, que sou apaixonado pelo cartoon, é bem ruinzinha! Como eu já disse anteriormente, o filme será sempre um resumo da obra original. O problema de avatar é ser um filme justamente mal resumido! Eu diria que o filme é uma história mal contada. Parece tudo muito corrido e acaba que fatos importantes, não têm o mesmo drama que tiveram no desenho. Tudo muito rápido e sem graça. E por mais que avatar tenha muito conteúdo pra se resumir em duas horas, ainda é possível isso. É possível com uma técnica narrativa decente. Um exemplo de um filme bem contado é Star Wars. Todo filme de Star Wars começa com aquele letreiro que conta os fatos anteriores, introdutórios do que acontecerá no filme, em seguida passa pro filme onde acontece bastante coisa. Sabe qual é o segredo? Aquela transição de imagem, em que uma imagem meio que chega jogando a outra pro lado. Com esse efeito, dá pra mostrar vários eventos distintos rapidamente e se pode detalhar melhor os eventos principais, como o ataque à Estrela da Morte ou o confronto contra Darth Vader. Não sei se isso se aplicaria ao filme de avatar, mas bem, se for pra fazer um filme com uma história mal contada, melhor nem fazer, né? Fora a parte da história, o filme peca em muita coisa também: Na caracterização dos personagens, nas coreografias...

Watchmen
Watchmen é uma das adaptações mais fiéis que já assisti.  Foi possível pegar toda a história e botar em três horas de filme, claro que se perdeu alguns detalhes, mas no geral ficou muito bom. Outros detalhes foram alterados, inclusive o final foi modificado, o que gerou certa polêmica. Na HQ, era simulado um ataque alienígena contra a terra na cidade de Nova York, o que fazia os países do mundo juntar forças contra uma possível ameaça externa. No filme, foi simulado um ataque do Dr. Manhatann, outrora super-herói que trabalhava para o governo americano, e o ataque também foi mais cruel, atingindo Nova York, Londres e outras cidades. Dessa forma, os países do mundo todo resolveram juntar forças contra a ameaça externa. Há quem critique o final novo, mas eu acredito que em essência, não muda porra nenhuma. Pelo contrário, acho que o ataque do Dr. Manhattan (uma ameaça que parece muito mais real no universo da HQ que o alien que se explodiu na cidade de Nova York) ficou muito mais convincente. Não é desmerecer o final da HQ, mas é que esse foi um ponto em que acertaram muito bem ao modificar no filme. Talvez o próprio Alan Moore tenha pensado "Nossa, esse final ficou fera."

Scott Pilgrim

O filme que mais me viciou esses últimos tempos, é também uma excelente adaptação. O HQ é muito mais completo (lógico), mas eu acredito que todo o essencial foi colocado no filme (não posso afirmar com certeza, pois ainda não li os volumes 5 e 6). Após ter assistido o filme eu fui atrás do HQ, e fiquei impressionado com a semelhança das cenas, vejam só:


Scott Pilgrim é um filme do caralho, quem ainda não viu, deve assistir imediatamente!

Como esse negócio de gostar ou não de uma adaptação é algo extremamente subjetivo, não dá pra eu ficar aqui só falando por mim, então comentem aí o que vocês acham de adaptações cinematográficas =D
Infelizmente não deu pra eu falar tudo que eu queria, mas vocês podem complementar com os comentários \o/
Por hoje é só! Espero ter mais tempo para poder postar aqui =]

See ya!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Profissão do Diabo - Ou Não

Eu lembro que em uma das primeiras aulas que eu tive na faculdade, a professora de sociologia disse "Aposto que muitos que estão aqui resolveram escolher o curso de direito por verem naqueles filmes americanos advogados ganhando aquelas grandes causas." E nesse momento eu pensei "Puta que pariu, esse aí sou eu." Alguns filmes um pouco mais sérios da sessão da tarde acabavam em um juri com o clímax no momento em que o juiz dava a sentença, e eu achava muito irado quando no final o advogado vencia a grande causa. Um exemplo memorável é o filme do velhinho que tem que ir pra justiça provar que é o papai noel de verdade. Saindo da sessão da tarde, O Exorcismo de Emilie Rose (eu axo, tem exorcismo de tudo que é gente agora) é uma história de terror toda contada em um júri. O padre que realizou o exorcismo na Emilie, é acusado de homicídio culposo por acreditar que um demônio possuiu o corpo dela ao invés de ajudar ela no tratamento psiquiátrico. Já a própria advogada dele tenta provar que foi um caso de possessão demoníaca e a defesa é muito bacana. A idéia do filme é muito boa, e o filme mesmo é do caralho. Mas para entendermos melhor o mérito da questão do post, vou exemplificar com um filme que eu acho muito, muito foda:

Lembro até hoje do dia que vi esse filme na locadora e pensei "Pô, isso deve ser sobre um advogado que pega o caso mais fudido do mundo e no final consegue ganhar! Deve ser foda!" Não era do jeito que eu pensei, mas de fato, Kevin Lomax pegava cada criminoso escroto e conseguia com que ele fosse absolvido, mantendo um histórico impecável de vitórias nos tribunais, nunca tendo perdido um caso. Ele é recrutado para uma grande firma de advocacia de Nova York, e a história gira em torno da sua ambição, vaidade, do dinheiro e de uma conspiração sinistra envolvendo a firma. No filme, John Milton, o presidente da firma diz que escolheu a advocacia por essa ser uma profissão que estava em todo lugar, absolvição após absolvição liberando o mau cheiro até que chegasse aos céus. Basicamente, deixando o mal a solta por aí. Popularmente, soltando bandido. Então, o que há de nobre em soltar bandido? O trabalho do advogado não é soltar bandido, é o de garantir que a pessoa exerça o direito sagrado de defesa. Defender-se consiste tanto em justificar o que você fez (conseguindo daí uma legítima defesa, por exemplo) quanto provar que você não fez aquilo pelo qual estão lhe acusando. A justiça funciona da seguinte forma: A acusação acusa um indivíduo de ter praticado determinado crime e expõe fatos e motivos. A defesa contra-argumenta, expondo fatos contrários aos expostos pela acusação ou justificativas. O juiz, ou juri, vai jogar numa balança tudo que foi exposto pela acusação e pela defesa, ponderar sobre a veracidade dos fatos, sobre quem tem razão ou não e, dessa forma, decidir se a pessoa é culpada ou não. "Se é tudo tão bonito assim, então por que os advogados conseguem tirar os criminosos da cadeia? Por que ninguém vai preso no Brasil? Por que a justiça é tão injusta?" Acontece que, pra se ter uma boa acusação, é necessário que se tenha uma boa prova. E pra se ter uma boa prova, é necessário um trabalho bem feito da polícia e da perícia. Pra se fazer uma boa defesa, basta apenas ter um bom advogado. Se um dos órgãos citados falha, a acusação vai por água abaixo. Nesse ponto a defesa sempre vai estar em vantagem. "Mas porra, todo mundo sabe que ele é bandido!" Beleza, então que seja provado no tribunal, ou por acaso você acha certo prender alguém só porque ele tem 'cara de bandido' mas não se tem certeza do que ele realmente fez? "Mas fulano viu lá que ele fez! Porra, pra que tanto processo, tanta prova, tanta coisa? Num dá pra prender logo? Isso aí é bandido!" Se ignorássemos todos os procedimentos legais, voltaríamos para o tempo em que um rei, a seu mero arbítrio, mandava enforcar quem ele quisesse, só porque não foi com a cara. Tudo isso existe pra se garantir que a pessoa mandada para a prisão foi realmente a autora do crime. Afinal de contas, é melhor absolver cem criminosos do que condenar um inocente, como já disse um sábio. E é verdade. Todo mundo reclama quando um criminoso é solto por falta de provas, mas a cagada é generalizada quando um inocente é preso.

O caso Nardoni gerou tanta repercussão que por dias não se falava de outra coisa, até a perícia foi exibida ao vivo na televisão. No dia do julgamento, eu fiquei realmente puto vendo aquele bando de idiotas na frente do tribunal acompanhando o caso, xingando o casal, querendo bater no advogado, chamando a Isabela de anjinho e esperando a condenação. O que me deixou mais puto mesmo, foi um sujeito que falou pro repórter que veio de pernambuco (ou algum outro estado do nordeste, nem lembro agora) somente pra acompanhar o caso. FILHO DA PUTA! Caralho, o cara sai da porra do nordeste pra ficar plantado dias, em pé, junto de um monte de babaca, na frente do tribunal em são paulo só esperando uma sentença que não vai influir em nada na vida dele? Ah, vá tomar no cu, falta do que fazer do caralho. E quando a sentença foi dada, condenando o casal, soltaram fogos e foi feita a maior festa. Será que as pessoas ali acham que são melhores que um bando de camponeses assistindo uma bruxa queimando na idade média?

Mas houve algo bom pra se tirar desse caso. Por mais que o casal já estivesse crucificado pela opinião popular, faltava ainda acabar com eles no tribunal. E, de fato, não havia nenhuma prova concreta que indicasse a autoria do crime sendo realmente deles. E agora? Por mais que não houvessem provas, haviam vários indícios, sinais de que tal coisa tenha sido feita. Reunindo todos os indícios coletados pela perícia, que não poupou esforços, foi possível que a acusação recriasse a linha de tempo de todos os acontecimentos dentro do apartamento até o derradeiro momento em que Isabela Nardoni foi atirada pela janela. Sem chance pra defesa! Decisão unânime do juri! Trabalho excelente do promotor! Justiça! Mas eu duvido que seria dada tanta atenção assim para esse caso se não fosse a pressão popular. Na verdade, acho que nem os juízes botavam fé, tanto que seguraram o casal na prisão até o dia do julgamento, sendo que os nardonis tinham todos os requisitos necessários para responder em liberdade.

Se fosse dedicado (e até certo ponto, possível) todo o esforço necessário para solucionar os demais casos, haveria muito menos injustiça. Outro aspecto é que, particularmente, acredito que a lei brasileira seja sim muito branda, mas isso não é assunto para se discorrer aqui no blog, esse eu deixo para as mesas de bar ;)

Ok, mas tudo isso que eu disse não muda o fato de que advogados são pessoas que tiram pessoas más da cadeia por dinheiro, certo? Bom, somos todos seres humanos, querendo ou não, cometemos erros, podemos nos arrepender, podemos não nos arrepender, enfim, apesar de eu acreditar que a lei brasileira seja branda, também acredito que, em alguns casos, as pessoas mereçam uma segunda chance, ou possam, pelo menos, justificar os seus atos. Um exemplo excelente disso é um dos meus filmes nacionais preferidos: O Auto da Compadecida.

Aqui, o nosso amigo Capeta assume o outro lado do tribunal, a promotoria, acusando, baseado na lei divina, os personagens do filme, tentando arrematar mais almas para o inferno. O tribunal divino também é composto pela Nossa Senhora, como advogada de defesa e Jesus Cristo, o juiz de todos os homens (falei bonito agora, digue lá!), como juiz. Não é um tribunal muito imparcial, haja visto que a advogada é mãe do juiz, mas vamos aos fatos: o Diabo começa a sua acusação, bem fundada, contra cada personagem, mas a Mãe de Jesus consegue achar a brecha na lei divina necessária para que possa defender cada personagem e mandá-los para o céu. Ela consegue até mesmo uma "condicional" para o João Grilo, personagem do Mateus Nachtergaele. Qual a lição que podemos tirar daí? Que o advogado é aquele que também garante que a pessoa tenha sua segunda chance, ou que apenas seja vista como ser humano, como no caso do monstro austríaco, em que o advogado disse ser esse o objetivo, mostrar que o velho que prendeu a filha por mais de 20 anos também era um ser humano. O velho já era réu confesso, então não tinha o que fazer mesmo... hehe. Assim como a acusação bem feita depende da atuação de vários elementos, o mesmo vale para a justiça, que precisa tanto de promotores bons de um lado quanto de bons defensores do outro, para que saia daí uma decisão o mais próxima possível do que seria "justo".

Bem, há muitíssima coisa pra se falar sobre esse assunto, e eu nem entrei na parte de causas cíveis, advogados x advogados! Mas eu tentei falar sobre o basicão do direito penal e de uma forma voltada para os que não conhecem a linguagem técnica do direito, os seus princípios e etc. Mas se eu for parar pra pensar nisso, quase todos os meus amigos estudam direito... vocês não tinham outro curso pra escolher não? ¬¬ Bom.. comentem =D e se você estuda direito, além de me xingar, eu agradeceria também que contribuísse com algo, ou me corrigisse, ou discordasse!
Abraços!!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Histórias boas, ruins e clichês

Spoilers! Spoilers! Spoilers! Mas os únicos prejudiciais mesmo são sobre avatar... ou não!

Como já me perguntaram por que eu gostei de um filme tão clichê quanto Avatar, resolvi esclarecer isso aqui no blog. Bem, é impossível discordar que Avatar é uma história recheada de todos os clichês imagináveis. Totalmente previsível, sem reviravoltas, nem sequer uma reviravolta previsível. Eu acredito que roteiros totalmente originais, que fogem dos clichês, são ínfimos hoje em dia. Acho que é por isso que finais com reviravoltas agradam tanto. Mas esse não é bem o caso. Na minha opinião, Avatar é um clichê bom. A diferença entre um clichê bom, e um ruim, é basicamente nos seus argumentos. Quando eu falo de argumentos, falo do poder de convencimento do filme. Pra explicar melhor, vou pegar o exemplo de um filme que já comentei aqui, e que não me convenceu nenhum pouquinho:

Robin Hood! Que decepção! Que merda! Como eu já disse em outro post, o tal do Robin Longstride, vulgo Robin Hood, era um bostinha que comandou toda a inglaterra contra a França, sem motivo razoável algum, só porque o pai dele era um nobre aí ele já chegou o bam-bam-bam, falou bonito e virou o caralho. Na luta final ele não faz quase nada, ele luta até de espada porra!! Não era pra ele usar um arco?? E no final é aclamado por todos. Robin Hood é um herói sem fazer porra nenhuma. Ah, e nem explica porque ele virou Robin Hood, a não ser que isso seja por algum motivo bem óbvio que eu não entendi. E depois de ser herói da inglaterra, ele é declarado fora-da-lei, sem nenhum motivo convincente (ao menos pra mim) o bastante. Bem, segundo o Giovani, em comentário deixado no blog, o filme tá bem explicado.. ou eu dormi no meio, ou sou muito burro mesmo, mas o fato é que Robin Hood não me convenceu. Já a adaptação de Jake Sully com os Na'vi em Avatar eu achei bem convincente. Já era óbvio que ele ia pro lado deles, mas a maneira como essa relação foi demonstrada no filme é muito boa, principalmente nas cenas em que Sully grava aqueles vídeos. E para Sully se tornar o grande general do povo Na'vi, foi necessário que ele dominasse o Toruc. Por sinal, esse lance do Toruc Macto eu achei muito bom. Com a aparição do Toruc, a gente já pode matar o filme todo daí. Já da pra saber tudo, pela sequência de clichês. Mas a forma que Sully o captura é muito interessante, afinal de contas, como diabos um Na'vi recém iniciado iria dominar a criatura mais temida de toda Pandora? Com a lógica "Por que ele olharia para cima?" Jake domina Toruc, a Última Sombra. E pra isso nem é mostrada uma cena toda dramática de conflito, a tela apenas fica preta e o filme segue adiante. Por mais clichê e repetida que seja a história de Avatar, eu ainda acho que é um filme lindo e uma história bem contada.

Avatar é o maior exemplo de clichê que se tem no cinema: aquele em que um cara do nada se torna o grande herói. Provavelmente essa tendência surgiu com o Luke Skywalker em Star Wars. A partir daí, qualquer um pode se tornar herói da metade do filme em diante. O que vai diferenciar os bons e maus filmes desse clichê, é justamente a forma como a história é contada e que argumentos serão utilizados para justificar o fato do cara se tornar herói. Sem dúvida, a desculpa mais comum pra esse tipo de filme é: "Uma profecia diz que..."

Os melhores exemplos de histórias bem contadas que a gente pode ter, são os filmes da Disney. É tudo previsível, mas ainda assim muito bom e divertido de assistir. Você sabe que no final o Buzz vai aceitar que ele é um brinquedo e vai se tornar amigo do Woody. Em carros, pelo fato do Relâmpago McQueen não possuir equipe e detestar Radiator Springs, já dá pra saber o que vai acontecer no final. Mas ainda assim eu achei legal. Na verdade eu me emocionei assistindo essa porra desse filme! XD Aff... Enfim, filmes da Disney são convincentes e emocionantes.

Um roteiro que é simplesmente genial, é de um filme já comentado aqui anteriormente: Pulp Ficion.
Pulp Fiction inicia pelo meio da história, que na verdade é o final do filme. Estranho, né? A história toda se desenvolve com diálogos capazes de prender a nossa atenção no filme e situações imprevisíveis! Na história de Mia Walace e Vincent Vega, quando a gente pensa que já sabe o que vai acontecer, acontece um imprevisto. A mesma coisa na história de Butch, o boxeador. Na parte final, do Vincent Vega e do Jules, a gente já não sabe mais o que esperar. Por fim, o filme finaliza com um sermão fantástico do Jules, personagem do Samuel L. Jackson, que resume toda a essência de tudo que foi apresentado e fechando o filme com chave de ouro. Muito foda! Um dos melhores finais de filme que já vi!

Um dia desses eu quase pego porrada no Twitter. O motivo: eu não parava mais de comentar cena por cena de Casino Royale, que estava passando na Record. Geralmente o motivo pra eu ficar comentando um filme no Twitter é eu já ter assistido ele, e, principalmente, não ter gostado. Já que quando tá passando um filme que gosto na TV, geralmente eu saio da frente do PC e prendo toda minha atenção na tela. No caso de Casino Royale, eu acho uma merda, mas não deixo de assistir quando passa, afinal é James Bond + Poker. Dois motivos pra eu achar o filme ruim: 1) Daniel Craig como James Bond não me convence nem um pouco. 2) O filme em si, não me convence como um 007 nem a pau. Cadê os equipamentos do Bond? O relógio? O carro nem dispara mísseis! Ao menos manteram as mulheres gostosas, ufa! A idéia de salvar o mundo numa mesa de poker é muito legal, mas só isso. O filme seria muito melhor se se chamasse Jack Bauer: Casino Royale ou Missão Impossível: Cassino Royale, ou qualquer outra coisa... O fato é que fizeram de 007 uma imitação de filmes e séries que justamente se inspiraram em 007! Só podia dar uma merda disso! Bom, vou encerrar por aqui! Comentem, discordem, me matem!
Abraços!!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sobre brinquedos, balões e carros

Antes de começar o post, vou expressar um pouquinho a minha indignação. Comprando alguns DVD's aqui na internet, eu resolvi que deveria comprar Rei Leão para meus irmãos. Pô, acho que Rei Leão é o maior clássico da Disney. Minha infância foi assistir diversas vezes esse filme. Eu achava do caralho aquela pedra gigante do rei leão, achava medonho o cemitério de elefantes, cantava Hakuna Matata com o Timão e o Pumba, me emocionei com o Simba vendo seu pai nas estrelas. A luta final é foda, aquela música que o Scar canta para as Hienas marchando também é foda, o filme até mesmo rendeu uma frase memorável: "Eu matei Mufasa!" pra figurar ao lado de clássicas como "Luke, eu sou seu pai." XD
Enfim, Rei Leão é do caralho. Acontece que eu não achei a porra do filme pra comprar!! Todo site que eu procurei não tinha nenhum vestígio de DVD, nem sequer "Em falta". Muito revoltante, por mais que o filme seja do tempo da fita de vídeo, porra, não é um clássico? E o pior de tudo: o que a molecada de hoje em dia anda assistindo?
Para o nosso consolo, a Disney ainda anda produzindo bons filmes infantis, capazes de entreter até mesmo os adultos.

Entrando no post de verdade, meu objetivo aqui é comentar sobre algumas animações de computação gráfica da Disney que eu adoro. Além de boas histórias e personagens carismáticos, esses filmes têm um plus que os deixam mais encantadores ainda!

Toy Story
Esse eu tinha até em fita de vídeo! Ah, bons tempos em que após terminar de assistir um filme, tinha que rebobinar ele... Haha! Além da história e dos personagens, uma das coisas fodas de Toy Story é como ele mexeu com nossa imaginação quando éramos crianças. Quem, quando criança, não queria que seus brinquedos que tanto adoravam tivessem vida, que você pudesse conversar com eles e brincar de uma forma bem mais interativa? Quando Andy se ausenta, os brinquedos logo passam a se mexer, conversar e ainda arrajam as mais diversas confusões (narrador da sessão da tarde: on). Eles têm vida, e cada um tem personalidade própria, mas logo que Andy chega para brincar com eles, os brinquedos se fingem de "apenas brinquedos". Isso leva a gente a se perguntar "O que os meus brinquedos fazem quando estou fora?" Dessa forma, o filme até mesmo justifica aqueles momentos em que a gente acha que deixou alguma coisa, tipo um brinquedo, em algum lugar, e a encontra em um lugar diferente. Após assistir os filmes de Toy Story, chega a dar pena dos brinquedos que já nos desfizemos. Em Toy Story 3, Andy vai pra faculdade. Ao saberem da notícia, os soldadinhos de plástico dizem que sua missão foi cumprida, e são os primeiros a partir. Nessa hora eu pensei "Meus soldadinhos de plástico foram os primeiros a sumir!" Tudo bem que essas coisinhas pequenas são as que somem logo, mas eu achei engraçada a comparação, sendo essa a intenção do filme ou apenas coisa da minha cabeça. Outra comparação curiosa, é que os brinquedos de Toy Story, e a sua forte necessidade de brincar com Andy me lembrou aquelas fadas brincalhonas, mais precisamente as fadas do RPG Changeling: O Sonhar, que necessitam da imaginação e criatividade humana para existirem. Depois dessa, eu cheguei a conclusão de que viajo muito...
Falando em criatividade, eu acredito que montar cenários e histórias com brinquedos diversos são melhores para as crianças estimularem a criativade do que 1001 atividades fora de casa para depois irem jogar God of War no Playstation. É o que eu acho, pelo menos...

Up! - Altas Aventuras
Maldita necessidade de botar subtítulos em português para filmes com título em inglês que não fazem muito sentido traduzir. Ao menos altas aventuras até que ficou legalzinho, melhor que "Pra cima!" ou até mesmo melhor que só "Up!".
Quem nunca sonhou em voar? Ah, quem dera fosse fácil comprar alguns balões no baloeiro e levantar vôo. De fato, um padre aqui no brasil teve essa idéia, mas foi infeliz na escolha da rota... E também não é tão simples assim. Bom, toda criança já quis voar com balões. Eu era um pouquinho mais estranho, queria voar em um avião de papel, tipo aqueles que a gente fazia em uma aula chata de matemática, mas gigante, em que coubesse eu mesmo. Só pegar a corrente de ar certa e rumo a aventuras! É mais ou menos essa a idéia do filme. Um velho viúvo, que sente que não fez nada que realmente valesse a pena na vida, prestes a ir pro asilo, decide que precisa viver uma aventura, como última coisa a fazer na vida. Na cena mais mágica do filme, milhares de balões saem pela chaminé da casa e esta começa a levantar vôo! E ainda tem o velho rindo da cara dos homens que vieram buscá-lo para levá-lo ao asilo! Além dos balões, na casa têm também umas espécies de velas que servem para guiar o movimento da casa no ar. A sorte do nosso velho de Up! é melhor que a do padre brasileiro e ele acaba realmente vivendo a sua aventura. Eu espero que um dia eu pelo menos vôe de balão... mas sabe qual é minha grande vontade? Voar em um Zepelin.

Carros
Após dar vida aos brinquedos em Toy Story, a Disney dessa vez resolveu dar vida aos carros, mas de uma maneira diferente. Os carros desse filme vivem num universo próprio, onde todas as criaturas são veículos. Não só carros, tem também helicópteros, aviões, etc. No filme, cada carro tem sua personalidade própria. Acho que botar personalidade nos carros não é só coisa de criança, já que eu também tenho essa mania, dependendo da aparência dele. O novo uno por exemplo, parece ser um carro muito simpático. Kombis também me parecem muito simpáticas. Caminhonetes geralmente são agressivas e impõem respeito por onde passam. Os faróis do Honda Civic lembram o olho puxadinho de um japa... Em Carros, nós temos o Relâmpago McQueen, um Dodge Charger 2005, como personagems principal. Ele tem um jeitão moleque, se acha O foda, e está prestes a se tornar o primeiro novato campeão da Copa Pistão, a competição Nascar do mundo do filme. McQueen compete contra Chick Hicks, um Pontiac Grand Prix 1982, e contra O Rei, Plymouth Superbird 1971. As coisas começam a complicar quando ele acaba parando por acidente em Radiator Springs, uma cidade do interior perdida do mapa, onde conhece Sally Carrera (Porsche 911 Carrera 2002), uma grande advogada de Los Angeles, que trocou a vida da cidade grande pelo interior, Doc Hudson (Hudson Hornet 1951) o juíz da cidade, e Mate (Caminhão-Reboque Chevy Wrecker 1955) que acaba virando melhor amigo de McQueen. Carros, tem muitos personagens e tipos de carros diferentes para se comentar aqui. Uma das coisas que acho bacana, são os elementos culturais dos Estados Unidos que o filme mostra. As corridas de Nascar, a cidadezinha do interior toda iluminada a noite, a paixão por motores. Os americanos amam carros. Não sou ninguém pra ficar supondo coisas, mas acho que é por isso que eles preservam e valorizam tanto modelos antigos. Lá que inventaram o Drive-thru. Porra, o cara não quer sair do carro nem pra comer? E tem também aqueles cinemas em que a gente estaciona os carros ao ar livre para assistir ao que estiver passando. No final de carros, os personagens estão assistindo esse tipo de cinema, o que faz mais sentido no mundo deles que no nosso. É, todo mundo sabe que eu acho os Estados Unidos foda pra caralho XD Acho que Carros é uma excelente expressão da cultura americana.

É isso. Nem preciso dizer que adoro os três filmes e que acho que todo mundo deveria assistir, né?
Abraços a todos!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Uma questão de gerações e fases

Bem, a idéia do blog é escrever sobre coisas que gosto, mas hoje eu vou apenas dar minha opinião sobre uma coisa muito escrota um assunto muito polêmico: a geração atual de adolescentes. Bem, quando eu olho pra essa mulecada, eu penso em como foi minha adolescência: eu me vestia de preto pra mostrar que era mal, era cabeludo, odiava o mundo, odiava as pessoas, odiava a sociedade, odiava qualquer tipo de música que não fosse Metal ( \,,/ ) ou suas vertentes... Hoje, eu olho pra isso tudo e penso "Puta que pariu, como eu era babaca!" Mas tudo bem, era tudo uma fase, hoje eu sou bem diferente... sou mais sociável, aprendi a apreciar outros tipos de música (tá, eu faço questão de abrir o youtube quando sai um clip novo da lady gaga, admito u.u), eu já visto roupas de outras cores, apesar de ainda ter preferência pelo preto. Bem, isso foi na época do ensino médio. Eu acredito que a mulecada (e porra, tem que ser isso mesmo) que escuta restart, cine, fresno tenha a idade média de 13 anos, mais ou menos na sétima ou na oitava série. Nessa época, eu tava começando a conhecer o rock, bandas como Red Hot Chilli Peppers, que to ouvindo enquanto escrevo esse post e nunca deixei de gostar e Linkin Park, que era a mania do momento mas eu passei a odiar na fase do True Metal Underground. Hoje em dia eu até canto One Step Closer to the End no Rock Band e reconheço que Breaking the Habbit é um clip de animação muito foda!

Bem, a diferença da minha geração, pra atual, é que pelo menos na minha, nós, adolescentes, éramos os caras mals! Nós éramos um bando de revoltados, mas adolescência é isso mesmo. Época pra se fazer merda, descobrir o que é certo e errado sem ser pela opinião dos pais. Mas o que eu vejo na adolescência de hoje, é uma mulecada toda colorida, toda feliz, toda mongólzinha... cara, tá uma BOIOLAGEM só!! Isso é a melhor definição pra geração atual: uma bando de menininha besta e um bando de mulequinho besta que quer ser um bando de viadinho besta! Eu entendo que é só uma fase, mas porra, precisava ser uma fase tão gay? Tipo, nada contra os gays, mas você precisa virar viadinho por causa de uma tendência, uma moda, uma geração? Porque uma coisa é um cara sentir atração por outro homem, outra é ser uma geração de muleques felizinhos que, pra demonstrar que são felizes, falam igual viadinhos. Tipo, se um muleque desses fosse meu filho, eu enxeria ele de porrada, até virar homem. Sério, já dá um trabalhão criar um muleque, ensinar o certo e o errado, o bem e o mal e ainda vai ter que ensinar ele a ser macho agora?? Aliás, nessas horas a gente se pergunta, cadê os pais dessas crianças??

Bem, além de terem cagado com a geração de adolescentes atuais, as bandas coloridas também fizeram o favor de transformar o Rock em um verdadeiro Xou da Xuxa. Quando a gente já pensava que não podia ficar pior no tempo do emocore, dos cortadores de pulso, chega essa porra de Happy Rock. Tá, o Rock não é uma música de pessoas más que se vestem de preto. Mas é uma música de atitude, e pressupõe uma certa maturidade. Que maturidade existe em ser todo alegrezinho, descoladozinho, ouvir musiquinha de romancezinho besta? Que atitude existe em se vestir todo colorido? Atitude de boiola, só se for! (Tá, parei XD) Viram no que dá descolar uma guitarra e uma bateria pros teletubies? Eu lembro que quando alguém botava o cabelo pra cima, pintava de verde, era um símbolo de atitude, de revolta, por mais idiota que fosse. Hoje, um mulequinho fica todo feliz porque vai alisar o cabelo (eu juro: um mulequinho entrou na minha loja todo feliz contando pra todo mundo que ia alisar o cabelo). E não dá pra chamar um adolescente desses de outra coisa a não ser um mulequinho. O Justin Bieber tem 16 anos... e eu que achava que era um idiota quando tava nessa idade. E aquele bando de menininha apaixonada por ele...

Mas tudo bem, é só uma fase, né? Daqui a alguns anos, a mulecada vai olhar pra trás e pensar "Puta que pariu, como eu era babaca!" e vão tudo virar gente, certo? Bem, eu não acho. Acho que toda a revolta da minha geração serviu, por mais idiota que fosse, para que eu desenvolvesse um mínimo de senso crítico pra tá escrevendo o que to escrevendo agora. Um "colorido" desses vai olhar pra trás e pensar "Eu era um babaca, mas o que eu sou agora?" De que vai lhe servir a sua adolescência alegre e descolada, quando você tiver que encarar a vida e virar um adulto, colorido? O Rock, é pra ser uma música de atitude. Por mais que a sua atitude seja babaca, pelo menos um dia, quem sabe, você consiga desenvolver uma atitude decente. A única atitude que os coloridos têm é a de xingar o Felipe Neto quando ele faz um video novo. Mas pode ser que eu esteja errado. Pessoas mudam. Eu ouvia Heavy Metal, e ainda hoje gosto, mas to ouvindo Lady Gaga, e pode ser que amanhã nem ouça mais Lady Gaga. Tudo uma questão de gerações e fases, o problema, é que nenhuma outra foi tão idiota quanto essa de agora. Deus salve essas crianças! Por sinal, tá tocando Dani California aqui, o clip dessa música mostra diversas gerações do rock. Vamos tocer pra que a geração colorida passe batido e daqui a 2 anos, ninguém se lembre mais desses caras!

Ps1: sim, eu sei que o certo é "moleque" invés de "muleque". É que pela forma que eu pronuncio, acho estranho escrever "moleque".
Ps2: se você for gay (tipo, algum amigo meu que lê esse blog mas nunca se assumiu uahauahau), saiba que eu também acho um tremendo desrespeito com vocês um colorido falar e gesticular como um gay.
Ps3: pois é, eu demorei pra voltar a escrever, tive um bloqueio criativo, fiquei um tempão pensando no que escrever até me ocorrer escrever sobre esse tema... antes, eu tava achando muita coisa o que eu escrevia nos posts, olhando pra esse agora, to achando tão curto!

Abraços!!